País
Combate à corrupção. PGR quer que parlamento assuma responsabilidades
O Procurador-Geral da República pede ao Parlamento que assuma as responsabilidades e impeça o "enfraquecimento silencioso" das agências que combatem a corrupção.
Amadeu Guerra diz ainda que a Assembleia da República tem um papel relevante no escrutínio, que não se limita à fiscalização.
O procurador-geral precisou que o escrutínio por parte da Assembleia da República da atividade do Ministério Público, dos órgãos de polícia criminal e do Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC) "deve estimular o parlamento a assumir as suas responsabilidades constitucionais", entre as quais "impedir o enfraquecimento silencioso destas entidades, designadamente por carência ou esgotamento de meios necessários ao exercício das suas funções".
A adaptação da legislação nacional "às específicas necessidades de prevenção ou combate à corrupção" foi outra responsabilidade realçada.
"A Assembleia da República assume um papel relevante na verificação da estratégia e do escrutínio, no âmbito da prestação de contas, das entidades independentes e autónomas de combate à corrupção, sendo o garante de legitimidade e confiança dos cidadãos nas suas instituições", sublinhou Amadeu Guerra.
A conferência "Superar o Défice de Responsabilização: Parlamentos, Instituições Anticorrupção e o Futuro da Supervisão na Europa" é organizado pelo MENAC e o Gabinete para as Instituições Democráticas e os Direitos Humanos (ODIHR) da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e junta responsáveis de agências de vários países.